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quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Como o Feminismo maltrata os homens

Texto de Micah J. Murray. Tradução de Daniela Vieira Palazzo. Revisão de Alice Porto e Gonçalo Cholant. Publicado originalmente com o título: How Feminism Hurts Men no site Redemption 
Ontem, alguém me disse no Facebook que o Feminismo valoriza mulheres às custas dos homens e que, para tal, nos castra.
Ele estava certo.
Para os homens, o advento do Feminismo nos colocou no status de classe secundária. Desigualdade e discriminação se tornaram parte do nosso dia-a-dia.
Por causa do Feminismo, homens não podem mais andar nas ruas sem medo de serem assediados, perseguidos e até abusados sexualmente por mulheres. Quando um homem é agredido, ele é responsabilizado – pelo jeito como se vestiu, estava “pedindo por isso”.
Por causa do Feminismo, não existem mais grandes conferências cristãs sobre como um varão deve agir, onde milhares de homens podem celebrar Jesus e sua masculinidade (e talvez zombar de estereótipos femininos).
Por causa do Feminismo, os púlpitos das igrejas e holofotes são muitas vezes voltados para mulheres. Os homens são encorajados a apenas trabalhar no berçário ou na cozinha. Às vezes dizem aos homens que se mantenham em silêncio na igreja.
Por causa do Feminismo, as mulheres ganham mais dinheiro do que os homens nos mesmos empregos.
Por causa do Feminismo, é difícil encontrar filmes com um protagonista/herói masculino hoje em dia. A maioria dos filmes blockbusters apresenta uma mulher corajosa que salva o mundo e fica com um belo homem como troféu, em recompensa aos seus feitos.
Por causa do Feminismo, o esporte profissional feminino é um negócio imensamente lucrativo, onde mulheres são globalmente idolatradas. Os homens só aparecem brevemente, nos intervalos comerciais, onde seus corpos são tidos/vistos como objetos.
Por causa do Feminismo, todo o controle de natalidade é provido por e para as mulheres, sem questionamentos ou debate, enquanto os homens têm de lutar para conseguir que as companhias de seguros paguem por suas prescrições de Viagra. Quando os homens falam a esse respeito, líderes conservadores de direita, favoráveis aos valores da família tradicional, os rotulam de “vagabundos” e “putos”.
Por causa do Feminismo, o corpo masculino está constantemente sob o escrutínio público. Se um homem aparece de topless na TV é um escândalo nacional, resultando em enormes multas e boicotes. Blogueiras escrevem regularmente sobre como precisamos ser mais conscientes ao escolher nossas roupas para evitar seduzir mulheres para o pecado. Humoristas insistem que bermudas “não são realmente calças” e, portanto, os homens devem cobrir-se porque “ninguém quer ver isso.”
Por causa do Feminismo, os homens não possuem representatividade na Casa Branca e as mulheres ocupam mais de 80% dos assentos no Congresso. Quando um homem vai para o escritório, sua aparência física e escolhas de vestuário são discutidas quase tanto quanto suas políticas e ideias.
Por causa do Feminismo, os homens devem lutar por uma voz na esfera pública. Em questões de teologia, política, ciência e filosofia, a perspectiva feminina é muitas vezes considerada padrão, normal, e imparcial. Perspectivas masculinas são negadas por serem muito subjetivas ou muito emocionais. Quando falamos, nós, muitas vezes, somos rotulados como irritados, rebeldes, subversivos ou perigosos.
Mas sejam fortes, caras.
Um dia seremos iguais.
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Faça o que fizer, não leia ‘Jesus feminista’. Está cheio de ideias que vão continuar a oprimir e prejudicar os homens – ideias como “as mulheres são pessoas também” e “a dignidade e os direitos das mulheres são tão importantes quanto os dos homens”.
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Daniela Vieira Palazzo tem 32 anos, é gaúcha de Pelotas, professora universitária em transição e mestranda em Linguistica Aplicada. É feminista e pesquisa na linha dos estudos de gênero e da Análise Critica do Discurso (ACD) — especialmente acerca de corpo/corporiedade e moda.
Micah J. Murray é escritor, diretor criativo e gerente de mídias sociais. Escreve no blogRedemptionPictures.com sobre igreja, fé, política e família.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Feminismo Poético

É uma página linda do Facebook, onde essa ,Grazi, enche meu dia de amor e poesia feminista.
Consegue colocar todos os encontros e desencontros da nossa alma, falando do amor e desamor, do sabor e des-sabor nessa sociedade machista que interfere nas nossas escolhas nos nossos desejos e na nossa forma de amar.
Grata pela arte!

terça-feira, 17 de dezembro de 2013

GRITARAM-ME NEGRA!!!
"
Alisei o cabelo,

Passei pó na cara,

e entre minhas entranhas sempre ressoava a mesma palavra

Negra! Negra! Negra! Negra! "


Poema de Victoria Eugenia Santa Cruz Gamarra, compositora, coreógrafa e desenhista, expoente da arte afroperuana.

sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

SORRIR
        SÓ RIR
AN   DAR
           SORRIR
                                            SUMIR
RES  PIRAR
            SORRIR
SOh RIR
SORRIR SOh


quinta-feira, 25 de abril de 2013


"SENDO SANTA OU SENDO PUTA... SÓ COMO SE ELA QUISER "
Hoje estou passando aqui para dar um apoio a Marcha das Vadias. Há muitas críticas quanto ao nome da marcha e muitas vezes quando manifestei meu apoio à marcha ouvi frases como “Ah então você é vadia NE? Sabia que vadia e puta são a mesma coisa?” “Se vocês mesmo estão se chamando de vadias, não merecem respeito nenhum.” “Acho desnecessário sair tirando a roupa na rua, vocês tem que lutar por alguma coisa decente, não pelo direito de ficar pelada, de andar que nem puta.” E a minha resposta é a seguinte, merecemos respeito SIM! A marcha é importante SIM! E o direito não é de ficarmos peladas, é de sermos donas do nosso próprio corpo!
O número de estupro vem crescendo cada vez mais no Brasil, só em São Paulo e Rio de Janeiro o índice de registros aumentou 25% até 2010, nesses casos 50,5%, as vítimas do crime conheciam os acusados (companheiros, ex-companheiros, pais, padrastos, parentes e conhecidos), 29,7% tinham relação de parentesco com a vítima (pais, padrastos, parentes) e 10,0% eram companheiros ou ex-companheiros.
E o que é pior temos milhares de casos que não são registrados, e casos onde a vítima e o agressor não consideram como estupro. Esses casos são principalmente identificados com companheiros e ex-companheiros, porque as pessoas ainda pensam que a mulher tem como obrigação “servir” o marido mesmo contra a sua vontade. E com mulheres “LIVRES” ouvimos várias frases como “ela estava bêbada, se propôs a isso, “Seu de bêbado não tem dono” “Ela estava se exibindo, ficou a sós com ele, a roupa estava curta”, mas o fato é o seguinte: NÃO, É NÃO!
Mas será possível que o fato de uma mulher estar de shorts curte dá o direito de todos os homens estuprá-la? Isso torna o agressor uma vítima?  Se uma mulher exercita a profissão de prostituta ela é obrigada a transar com todo mundo? Ela cobra por isso. E se for assim o padeiro tem que dar pão de graça pra todo mundo, porque ele faz pão pra isso mesmo, ele não precisa receber não tem conta pra pagar...
Então quando formos à praia teremos que ir armadas porque os homens todos vão sair correndo loucamente atrás de nós, e nós seremos obrigadas a satisfazê-los, porque afinal estávamos lá pra isso.
E muita gente falando que com 14 anos a criança já tem maldade. E porque não conta pra mãe? E por que não chama a Polícia? – Porque algumas pessoas preferem fingir que nada aconteceu e porque muitas vezes a vítima é questionada como se fosse ela quem gerou toda aquela situação.
As mulheres precisam SABER que elas foram agredidas e que a culpa não é delas, como muitas pessoas dizem, e os estupradores precisam saber que são agressores, que não há nada de natural naquilo, que eles precisam de tratamento e que as mulheres não estão ali para servi-los e não são propriedades sexuais deles,
Se ser VADIA é ser LIVRE, então eu sou VADIA e eu dou pra quem EU quiser!


Isso não é um convite : http://www.facebook.com/pages/Isso-n%C3%A3o-%C3%A9-um-convite/538358892862907





segunda-feira, 18 de junho de 2012

Que importa a mim que a bicharia roa 
Todo o meu coração, depois da morte?!
Ah! Um urubu pousou na minha sorte!- Augusto dos Anjos




São nessas horas que as minhas risadas aparecem, as risadas mais estranhas, mais exageradas... Ela é como um aviso um doce aviso que o mar vai transbordar... aquelas doces risadas que soam agudo criam um eco em mim, elas são reproduzidas sem sentido, algo que não é meu! Eu não sei onde surgiu essa vontade de rir desesperadamente. Desespero! Essa palavra que eu queria encontrar é um riso de desespero, porque eu preciso rir, rir pra curar, rir pra esquecer, rir pra sentir que as coisas estão caminhando como eu gostaria. Mas esse riso esconde um grito... um grito interno que saiu camuflado de uma forma engraçada: saiu em uma risada pra conter as lágrimas. Mas que burrice a dele! Elas vem logo em seguida e tudo parece tão sem sentido. E eu aqui do lado de fora, tentando ser forte, tentando aceitar as coisas como elas são. Tentando não lutar, nem relutar. Mas não seria ridículo acreditar que as coisas são como deveriam ser? Estava tudo indo tão bem, quando a mentira me enganou. Antes de vir a noite, antes do frio e antes do grito, e o pior,  da necessidade do grito . E pode tentar me calar, minha voz ecoa e o que eu gritei já foi ouvido.

"Porque há o direito ao grito.então eu grito"- Clarice Lispector



                                                                                                                                            
 "Podem me prender, podem me bater   

   Podem até me deixar sem comer
Que eu não mudo de opinião"
No meio do caminha tinha uma pedra.. eu chutei e continuei a caminhar.